15/01/2013
Português como língua estrangeira
Nos últimos quinze anos, tenho acompanhado o aumento do número de estrangeiros interessados em aprender português. Isso, é claro, tem muito a ver com o desenvolvimento econômico do Brasil, mas ainda assim é bom saber que a "última flor do Lácio" está sendo mais difundida. Vejam só esta notícia da BBC.
Quem estiver interessado em aprender português, não pode deixar de visitar o site do Instituto Camões.
05/01/2013
Começo de ano: Fernando Pessoa
Feliz dia para quem é
Feliz dia para quem é
O igual do dia,
E no exterior azul que vê
Simples confia !
Azul do céu faz pena a quem
Não pode ser
Na alma um azul do céu também
Com que viver
Ah, e se o verde com que estão
Os montes quedos
Pudesse haver no coração
E em seus segredos !
Mas vejo quem devia estar
Igual do dia
Insciente e sem querer passar.
Ah, a ironia
De só sentir a terra e o céu
Tão belo ser
Quem de si sente que perdeu
A alma p’ra os ter !
Fernando Pessoa
O igual do dia,
E no exterior azul que vê
Simples confia !
Azul do céu faz pena a quem
Não pode ser
Na alma um azul do céu também
Com que viver
Ah, e se o verde com que estão
Os montes quedos
Pudesse haver no coração
E em seus segredos !
Mas vejo quem devia estar
Igual do dia
Insciente e sem querer passar.
Ah, a ironia
De só sentir a terra e o céu
Tão belo ser
Quem de si sente que perdeu
A alma p’ra os ter !
Fernando Pessoa
Boaventura Cardoso
No dia 15 de janeiro, de 14h00 às 17h00, haverá uma mesa-redonda e o lançamento do livro do escritor angolano Boaventura Cardoso. Será na Fundação Biblioteca Nacional, Rua México s/n, Rio de Janeiro. 
16/11/2012
Miguel Torga
Quase um Poema de AmorHá muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
Miguel Torga, in 'Diário V'Quem desejar conhecer melhor o escritor Miguel Torga, pode ler sobre ele aqui neste site.
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
Miguel Torga, in 'Diário V'Quem desejar conhecer melhor o escritor Miguel Torga, pode ler sobre ele aqui neste site.
03/10/2012
ENEM 2012
Pensando nos meus alunos que irão fazer a prova do ENEM daqui a um mês: Como sabem, uma boa redação fará toda a diferença. Vejam esta reportagem com algumas dicas e também um simulado online do ENEM. Sucesso a todos!
30/09/2012
Por que escrevo?
Razão de ser
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
(Paulo Leminski)
30/07/2012
Granta 9: Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros
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