14/03/2016

Redação no ENEM


Você sabe qual a importância da nota da sua redação no ENEM? Basta dizer que algumas instituições valorizam tanto a nota da redação que esta pode valer até 50% da média total. Então, toda o cuidado é pouco com essa prova.

Eu costumo dividir o ensino de redação em três partes:

A primeira parte diz respeito à forma e ao domínio da técnica. Escrever é uma habilidade e quanto mais tempo dedicarmos à sua prática, melhor essa habilidade será.  Não dá para escrever bem fazendo apenas uma redação por trimestre. A prática é fundamental e uma afirmação comum a todos os alunos que tiraram nota máxima na redação é a necessidade de escrever, pelo menos, uma redação por semana. Lembre-se de que você terá um tempo limitado para redigir, então, só aqueles que possuem um domínio completo da técnica serão capazes de produzir um texto de qualidade em um tempo limitado.

A segunda parte diz respeito ao conteúdo. Você pode dominar a forma, a gramática, a pontuação e a ortografia. Mas se você não conhecer a atualidade, não tiver desenvolvido um ohar crítico sobre os fatos e não possuir uma argumentação lógica bem desenvolvida, a sua redação terá grande probabilidade de pecar pela superficialidade na abordagem do tema proposto. É o que os examinadores muitas vezes chamam de uma redação "infantil". Erros como maniqueísmo, falta de coesão e coerência tornam o seu texto pobre e os seus argumentos poderão ser desmontados facilmente. Essa argumentação crítica precisa ser embasada com leituras que devem ser feitas diariamente. O aluno que fará o ENEM precisa ler jornais e revistas, estar atento ao contexto social em que vivemos além da leitura dos grandes pensadores e escritores.  A leitura de bons autores forma a base de uma argumentação sólida.

E a terceira parte é o conhecimento dos critérios estabelecidos pelo INEP para o ENEM.  Dedique um tempo à leitura dos critérios que podem ser encontrados aqui.

E leia aqui a entrevista de um aluno que tirou nota 1000 na redação da última edição do ENEM falando sobre o assunto.


26/11/2014

Escrever como um escritor. Quem não gostaria?

Para muitos leitores, um escritor é um ser dotado de habilidades especiais, quase mágicas.  Há vários escritores que abordam esse mito e escreveram a respeito do assunto. 

Clarice Lispector, por exemplo, fazia questão de ser vista como amadora e não como escritora profissional. Já para Mia Couto, todo escritor deveria também exercer uma outra profissão. Esse foi o caso de grandes escritores como Guimarães Rosa e Moacyr Scliar que, paralelamente à literatura, também exerceram a medicina.

Vejam só esta crônica de Scliar sobre o ofício de escrever.

Vinte e uma coisas que aprendi como escritor

APRENDI que escrever é basicamente contar histórias, e que os melhores livros de ficção que li eram aqueles que tinham uma história para contar.

APRENDI que o ato de escrever é uma seqüela do ato de ler. É preciso captar com os olhos as imagens das letras, guardá-las no reservatório que temos em nossa mente e utilizá-las para compor depois as nossas próprias palavras.

APRENDI que, quando se começa, plagiar não faz mal nenhum. Copiei descaradamente muitos escritores, Monteiro Lobato, Viriato Correa e outros. Não se incomodaram com isto. E copiar me fez muito bem.

APRENDI que, quando se começa a escrever, sempre se é autobiográfico, o que - de novo - não prejudica. Mas os escritores que ficam sempre na autobiografia, que só olham para o próprio umbigo, acabam se tornando chatos.

APRENDI que, para aprender a escrever, tinha de escrever. Não adiantava só ficar falando de como é bonito ( ... )

APRENDI que uma boa idéia pode ocorrer a qualquer momento: conversando com alguém, comendo, caminhando, lendo (e, segundo Agatha Christie, lavando pratos).

APRENDI que uma boa idéia é realmente boa quando não nos abandona, quando nos persegue sem cessar. O grande teste para uma idéia é tentar se livrar dela. Se veio para ficar, se resiste ao sono, ao cansaço, ao cotidiano, é porque merece atenção.

APRENDI que aeroportos e bares são grandes lugares para se escrever. O bar, por razões óbvias; o aeroporto, porque neles a vida como que está em suspenso. Nada como uma existência provisória para despertar a inspiração literária.

APRENDI que as costas do talão de cheque é um bom lugar para anotar idéias (é por isso que escritor tem de ganhar a grana suficiente para abrir uma conte bancária). O guardanapo do restaurante também serve, desde que seja de papel e não de pano. (...)

APRENDI que o computador é um grande avanço no trabalho de escrever, mas tem um único inconveniente: elimina os originais, os riscos, os borrões, e portanto a história do texto, a qual - como toda história - pode nos ensinar muito.

APRENDI que a mancha gráfica representada pelo texto impresso diz muito sobre este mesmo texto. As linhas não podem estar cheias de palavras; o espaço vazio é tão eloqüente quanto o espaço preenchido pela escrita. O texto precisa respirar, e quando respira, fica graficamente bonito. Um texto bonito é um texto bom.

APRENDI a rasgar e jogar fora. Quando um texto não é bom, ele não é bom - ponto. Por causa da auto-comiseração (é a nossa vida que está ali!) temos a tentação de preservá-lo, esperando que, de forma misteriosa, melhore por si. Ilusão. É preciso ter a coragem de se desfazer. A cesta de papel é uma grande amiga do escritor. (...)

APRENDI a não ter pressa de publicar. Já se ouviu falar de muitos escritores batendo aflitos, à porta de editores. O que é mais raro, muito mais raro, são os leitores batendo à porta do escritor.

APRENDI a não reler meus livros. Um livro tem existência autônoma, boa e má. Não precisa do olhar de quem o escreveu para sobreviver.

APRENDI que, para um escritor, um livro é como um filho, mas que é preciso diferenciar entre filhos e livros.

APRENDI que terminar um livro se acompanha de uma sensação de vazio, mas que o vazio também faz parte da vida de quem escreve.

APRENDI que há uma diferença entre literatura e vida literária, entre literatura e política literária. Escrever é um vício solitário.

APRENDI a diferenciar entre o verdadeiro crítico e o falso crítico. O falso crítico não está falando do que leu. Está falando dos seus próprios problemas.

APRENDI que, para um escritor, frio na barriga ou pêlos do braço arrepiados são um bom sinal: um livro vem vindo aí.

30/01/2014

Um mundo sem histórias


Li recentemente no jornal inglês The Guardian um artigo que nos convidava a pensar no que seria um mundo sem histórias. A autora do texto, Rachel Cooke, nos coloca diante de uma verdade incômoda: estamos lendo cada vez menos. Livros são comprados mas nem sempre lidos. Ao que parece, tornaram-se apenas mais um objeto a ser consumido e que logo após a compra são abandonados, deixando de transmitir o seu conteúdo.

Após a leitura do texto, fiquei pensando no papel da escrita na vida contemporânea. Será que o ato de escrever sobreviverá? Não estou pensando nos escritores "profissionais", aqueles que não podem viver sem escrever e fazem da palavra escrita o seu modo de vida. Penso nas pessoas comuns, nos meus alunos, nos meus amigos, nas pessoas à minha volta. A leitura de um livro requer tempo, algo cada vez mais fugidio e escasso diante de tantos apelos, tantas escolhas, tantas formas de...passar o tempo. E a escrita? Que papel tem ou terá o ato de escrever na vida das pessoas do século XXI?

Deixo vocês com essa pergunta e a bela crônica de Rubem Braga, um grande mestre da arte de escrever.

07/07/2013

Graciliano e a arte da escrita.

Graciliano Ramos, o grande homenageado da FLIP 2013, deixou-nos, além dos seus  incomparáveis textos, o conselho abaixo. Quem desejar, pode assistir a um documentário sobre Graciliano aqui.

Escrever como as lavadeiras
Graciliano Ramos


Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes.
Depois enxaguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota.

Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.



25/05/2013

Carlos Drummond de Andrade


A Palavra Mágica
Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

(Carlos Drummond de Andrade in Alguma Poesia)

01/05/2013

Livros que ajudam a escrever melhor


Gostaria de iniciar uma série de posts falando sobre alguns livros que nos ajudam a escrever melhor. Não falo aqui dos bons livros de literatura, ficção ou não ficção, que sempre nos ensinam  a redigir,  e sim de livros sobre a língua portuguesa ou sobre a escrita, mais especificamente.

O primeiro livro que gostaria de recomendar conheci  quando estava na Faculdade de Letras. É o Comunicação em Prosa Moderna, do Othon M. Garcia. Esse é um daqueles livros que uso como referência e  mantenho sempre à mão.  A maior prova do seu valor está nas inúmeras reedições que o livro já teve desde a sua publicação: está na 27a. edição.

No livro de Othon Garcia há um capítulo que acho especialmente interessante. Chama-se "Como Criar Ideias" no qual o autor nos explica como tomar notas e também como criar fichas de resumo. Na parte final do livro, há vários exercícios que certamente serão úteis ao leitor que queira escrever melhor.

19/03/2013

Como ter boa nota na redação?


A estudante aprovada em Medicina, Yárina Rangel, confirma a ideia de que com a prática se chega à perfeição. Veja as dicas da candidata aqui e também vários exemplos de redação nota 1000.

15/01/2013

Português como língua estrangeira


Nos últimos quinze anos, tenho acompanhado o aumento do número de estrangeiros interessados em aprender português. Isso, é claro, tem muito a ver com o desenvolvimento econômico do Brasil, mas ainda assim é bom saber que a "última flor do Lácio" está sendo mais difundida. Vejam só esta notícia da BBC.

Quem estiver interessado em aprender português, não pode deixar de visitar o site do Instituto Camões.


05/01/2013

Começo de ano: Fernando Pessoa

Feliz dia para quem é
 
Feliz dia para quem é
O igual do dia,
E no exterior azul que vê
Simples confia !
 
Azul do céu faz pena a quem
Não pode ser
Na alma um azul do céu também
Com que viver
 
Ah, e se o verde com que estão
Os montes quedos
Pudesse haver no coração
E em seus segredos !
 
Mas vejo quem devia estar
Igual do dia
Insciente e sem querer passar.
Ah, a ironia
 
De só sentir a terra e o céu
Tão belo ser
Quem de si sente que perdeu
A alma p’ra os ter ! 

Fernando Pessoa 

Boaventura Cardoso

No dia 15 de janeiro, de 14h00 às 17h00, haverá uma mesa-redonda e o lançamento do livro do escritor angolano Boaventura Cardoso. Será na Fundação Biblioteca Nacional, Rua México s/n, Rio de Janeiro.


16/11/2012

Miguel Torga

Quase um Poema de AmorHá muito tempo já que não escrevo um poema 
De amor. 
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza! 
A nossa natureza 
Lusitana 
Tem essa humana 
Graça 
Feiticeira 
De tornar de cristal 
A mais sentimental 
E baça 
Bebedeira. 

Mas ou seja que vou envelhecendo 
E ninguém me deseje apaixonado, 
Ou que a antiga paixão 
Me mantenha calado 
O coração 
Num íntimo pudor, 
— Há muito tempo já que não escrevo um poema 
De amor. 

Miguel Torga, in 'Diário V'
Quem desejar conhecer melhor o escritor Miguel Torga, pode ler sobre ele aqui neste site.

03/10/2012

ENEM 2012


Pensando nos meus alunos que irão fazer a prova do ENEM daqui a um mês: Como sabem, uma boa redação fará toda a diferença. Vejam esta reportagem com algumas dicas e também um simulado online do ENEM. Sucesso a todos!

30/09/2012

Por que escrevo?

Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
(Paulo Leminski)

30/07/2012

Granta 9: Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros

Acabo de comprar a revista Granta que traz uma coletânea de 20 textos de jovens autores brasileiros. Vale a pena a leitura para quem quiser conhecer um pouco mais a literatura brasileira contemporânea.

29/05/2012

ENEM 2012 - Inscrições abertas

As inscrições para o ENEM 2012 estão abertas até o dia 15 de junho de 2012. Informações no site do Inep.

07/01/2012

Manuscrito de Clarice Lispector

Li o artigo, de Pedro Correa do Lago, publicado na Revista Piauí sobre um manuscrito de Clarice Lispector. A reportagem é interessante e mostra uma página onde a autora escreve sobre sua personagem Macabea. Vale a pena ler.

20/12/2011

Feliz Natal!


Poema de Natal
Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

18/12/2011

Sobre o ato de escrever...



Agora que o ano letivo se encerrou, tenho mais tempo para ler e escrever, inclusive os posts deste blog. E tenho pensado muito sobre o ato de escrever.

O que seria realmente escrever? Apenas dominar as técnicas de redação? Ortografia? Sintaxe? Claro que não. Escrever é muito mais do que isso. Escrever é uma habilidade que pode ser desenvolvida. E se executada de determinado modo e com certos objetivos pode levar à criação de uma obra de arte, ou seja, de um texto literário. É claro que no caso da literatura outros componentes entram em jogo. Afinal, nem todo texto escrito é uma obra literária.

No ensino de redação há vários níveis de escrita. Quando o aluno inicia o seu contato com as letras, o grau e o foco de exigência do professor é um. Nesse momento, a técnica, as regras gramaticais e a ortografia precisam ser ensinadas e aprendidas. Depois o foco da avaliação deve ser outro; gradativamente, ao longo do ensino fundamental e médio, oportunidades de escrever devem ser oferecidas ao aluno, bem como um feedback que o auxilie a melhorar o seu texto. Nem sempre é fácil pois no sistema escolar é necessário quantificar a produção do aluno. E isso é realmente subjetivo e, algumas vezes, pode até ser desmotivante tanto para o aluno quanto para o professor. Quando se trata de avaliar uma redação é necessário que os critérios usados pelo professor fiquem claros para os alunos.

Lembro sempre de uma citação de João Cabral de Melo Neto: "Escrever é estar no extremo de si mesmo". E não é que é isso mesmo? Nas aulas de redação, nós professores costumamos pedir ao aluno nada mais nada menos para agir no extremo de si mesmo. Nada fácil. Principalmente quando nem sempre estamos dispostos a frequentar esse abismo, esse precipício pleno de possibilidades (e de riscos) que é o ato de escrever.

Aqui estão algumas reflexões de autores conhecidos sobre o ato de escrever:

"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca idéias." (Pablo Neruda)

"Escrever é, simplesmente, uma maneira de falar sem que nos interrompam." (Sofocleto)

"É preciso escrever o mais possível como se fala e não falar demais como se escreve." (Sainte-Beuve)

"O ato de escrever é a arte de sentar-se numa cadeira." (Sinclair Lewis)

"Somos todos escritores. Só que uns escrevem, outros não." (José Saramago)

"Escrever é ter coisas para dizer." (Darcy Ribeiro)

"Perdoe-me, senhora, se escrevi carta tão comprida. Não tive tempo de fazê-la curta." (Voltaire)

"Reescrevi 30 vezes o último parágrafo de 'Adeus às Armas' antes de me sentir satisfeito." (Ernest Hemingway)

"Uma história se conta, não se explica." (Jorge Amado)

"Escrevo para que meus amigos me amem ainda mais." (Gabriel García-Márquez)

"Cada um escreve do jeito que respira. Cada um tem seu estilo. Devo minha literatura à asma." (Fabrício Carpinejar)

"Escrever é um ato de liberdade." (Martin Amis)

"Escrever é uma forma de a voz sobreviver à pessoa." (Margaret Atwood)

"De escrever para marmanjos já me enjoei. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo." (Monteiro Lobato)

"Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer é porque um dos dois é burro." (Mário Quintana)

"Existem três regras para escrever ficção. Infelizmente ninguém sabe quais são elas." (W. Somerset Maugham)

"O autor escreve apenas metade de um livro. A outra metade fica por conta do leitor." (Joseph Conrad)

"Corrigir uma página é fácil, mas escrevê-la, ah, amigo! Isso é difícil." (Jorge Luis Borges)

"Escrever não é fácil ou difícil, mas possível ou impossível." (Camilo José Cela)

"Escrever é deixar uma marca. É impor ao papel em branco um sinal permanente, é capturar um instante em forma de palavra." (Margaret Atwood)

"Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida." (Clarice Lispector)

"Para escrever bem é preciso uma facilidade natural e uma dificuldade adquirida." (Joseph Joubert)

"Escrever não é nada mais senão ter o tempo de dizer: estou morrendo." (Gaëtan Picon)

"Uns escrevem para salvar a humanidade ou incitar lutas de classes, outros para se perpetuar nos manuais de literatura ou conquistar posições e honrarias. Os melhores são os que escrevem pelo prazer de escrever." (Lêdo Ivo)

"Escrever é sacudir o sentido do mundo." (Roland Barthes)

20/11/2011

Mia Couto

Um poema desse grande escritor Moçambicano.

Fui Sabendo de Mim

Fui sabendo de mim
por aquilo que perdia

pedaços que saíram de mim
com o mistério de serem poucos
e valerem só quando os perdia

fui ficando
por umbrais
aquém do passo
que nunca ousei

eu vi
a árvore morta
e soube que mentia


in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas

04/11/2011

Boa sorte!


Aos meus alunos que farão a prova do Baccalauréat em 2011: estou torcendo por vocês e confiante de que estão preparados. Sucesso!